quinta-feira, 21 de abril de 2011

quero, e você também era assim

''...um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas.''
                                       (achei lendo por ai..)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Assim

Só te preciso
assim,
simples,
Você.

Pra todo penar e pesar..
não passar,
mas guardar
e acumular.

Junto com a coleção de ventos,
espaços vazios lotados de
inquietação passiva e serenidade superficial.

O pior é saber,
que nada vai,
como costumes
“acontecer”, no sentido de mudar

Mas tenho medo do
diferente assim,
simples e simplesmente,
Você.

Não ajo
e flutuo
no irreal,
Contigo.
     
                    (D.Nll.)

terça-feira, 22 de março de 2011

rotina

Este vazio de amor todos os dias: a cabeça pesada ao meio-dia, a boca amarga, um cheiro de sono e solidão nos cabelos...
                                                                   Caio Fernando Abreu

domingo, 20 de março de 2011

Deixar

se eu nao soube te prender deixa eu poder te soltar...
                                            (Toquinho)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Discurso para o coral - Apresentaçao de Natal 2O1O

Botucatu, 15 de dezembro de 2010.

 Maestro e coral,

Sem a música, a vida seria um erro, e nós somos testemunhas disso.
É com muita tristeza, porém com extremo orgulho que tentamos com palavras expressar o significado do coral em nossas vidas durante esses anos.
Sabemos que por aqui muitos passaram e que talvez não sejamos os mais marcantes, nem merecedores de tantos ensinamentos recebidos.
Tentamos afastar ao máximo e até mesmo adiar este momento que nos traz tantos sentimentos e boas lembranças, mas chegamos num ponto de decisões e mudanças inevitáveis.
Provavelmente não teríamos conhecido tantos lugares, pessoas especiais e ganhados valores importantes,  sem a ajuda e incentivo constante do coral.
Entretanto nessa época de separação vemos que o que mais deve e é levado em conta são as amizades incomparáveis adquiridas.
Queremos ver isto tudo que passamos, não como um fim, mas como um aprendizado que deve agora ser aplicado e levado adiante em nossos futuros.
Não precisaremos nos imaginar sem o coral, já que tudo o que o envolve sempre será parte importante para cada um de nós, parte essa que nos fez despertar e valorizar a arte, tornando a música indispensável.
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou.”(Clarice Lispector)”.
Agradecimentos nunca seriam suficientes ou poderiam fazer jus a todos esses anos insubstituíveis e de eterna saudade.
Em nome de todos cantores formandos, obrigada José Alberto, coral e Irmã Gema.

Débora Novelli e Isabella Juliani