terça-feira, 23 de novembro de 2010

O real do amor

Mesmo que me doa
Dor maior que física
A realidade é
A que me atormenta

Te espero
Ainda que inconscientemente
Em cada pessoa nova,
Cada descoberta
E lembrança

Espero
E quero correr
De ti
Continuando assim.
                      (D.Nll.)

domingo, 24 de outubro de 2010

Memories

Seus acordes aveludados,
seu timbre
que fazem vibrar minha memória.

Desperta o não morto
nem conformado
porém, sereno e encostado,
amor.

Te olhar
e além da retina
te ver
e sentir teus sinais armazenados.

Amores encostados,
sentimentos armazenados.
Serenas vidas vibrantes?

                                    (D.Nll.)

sábado, 9 de outubro de 2010

Poema da dúvida

Será que?
no arriscar de tocar o amor
com a ponta dos dedos do pé
está a libertação,
recomeço,
nostalgia ou até
um catalisador ao passado?

Pra quem pedir,
contar,
ser dada a chance?

Esperar que venha!
Solução ou conformismo?
Se nem rimas adiantam
adiantariam pensamentos profundos?

Elaborar o caos insolúvel?
Mas nem consigo ditar
meu questionamento concreto,
então fico na dúvida de duvidar
que me perguntarei sobre as questões
não respondidas e calejantes
do meu, evaporante e emancipador amor.
                                                  (D.Nll.)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ao lado a lado

Me acompanha, você.
nos metros, nos subconscientes,
inconstante pensamento.

Na dor você está,
que corrói e machuca
ao saber de qualquer.

Mas que me parece vital
e bom, na lembrança que vive
acompanhando e guardada.
                             (D.Nll.)

domingo, 12 de setembro de 2010

Poema do Sombra

Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento.

                         (Poema do filme Signo da Cidade)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

(João Guimarães Rosa, museu da Língua Portuguesa, 31/08/10)

just peace for us, in the life.

musicalidade vivida

Bossa nova, é como uma coceirinha boa no nariz, quando a onda sonolenta bate na gente.
                                                                                                                       (D.Nll.)

artista da letra

poemas e poesias nada mais são,
do que a concretização do abstrato da mente
e poder das palavras que nos vem
e sem voar, ficam presas na teia
dos pensamentos escritos e feitos
pra si, por si, sempre.
                                 (D.Nll.)

domingo, 5 de setembro de 2010

você

não vale nem uma fisgada dessa dor,
nem uma rima de poema,
nem, o nem!
ainda em mim..


                              (D.Nll.)

hoje

be there yesterday,
all peace!

               (D.Nll.)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A ideia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cal de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?


Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!


Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...


Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!
                              (Augusto dos Anjos)

Poema de sete faces

[...]
Porém meus olhos
não perguntam nada.


[...]
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

           (Carlos Drummond de Andrade).

Amar

Enquanto fortalece-se a ilusão, a dor se concretiza e começa a fazer mais parte do meu verdadeiro ser, o outro afaga a tristeza, saudade e então amor!
                                                        (D.Nll.)
"O resto é silêncio.''
                   (E.V.)

domingo, 22 de agosto de 2010


Campos Magnéticos do Sol, acumulos de energia.

Mentalidade

Mente,
sinapses e receptores, descargas elétricas,
o verdadeiro Caos até cientificamente, na matéria.


O verdadeiro e sincero Caos infinito.
(D.Nll.)

Eu, meu, eu.

O universo é como um catalisador pra mim,

me excita, me assusta, me inspira, me intriga sem cessar.

Mas será o futuro?O meu próprio infinito e eternidade?
Sobreviveria minha sanidade e alma às dúvidas e às moléculas do céu fora do céu, escuridão nos fótons, silêncio no estrondoso Sol?

Talvez dára a mim, o tempo,  respostas, ou apenas me atormentará com mais massacrantes e perpétuas dúvidas.
Ajude-me ó, ajude-me prótons e nêutrons!
(D.Nll.)

Viver

Ser e se desprender da inconstância.
(D.Nll.)

Verdade

A distância é a maior proximadade da dor.
(D.Nll.)

Loucura ou lucidez

Ponto de intercepto entre a sanidade e a paz.
(D.Nll.)