Será que?
no arriscar de tocar o amor
com a ponta dos dedos do pé
está a libertação,
recomeço,
nostalgia ou até
um catalisador ao passado?
Pra quem pedir,
contar,
ser dada a chance?
Esperar que venha!
Solução ou conformismo?
Se nem rimas adiantam
adiantariam pensamentos profundos?
Elaborar o caos insolúvel?
Mas nem consigo ditar
meu questionamento concreto,
então fico na dúvida de duvidar
que me perguntarei sobre as questões
não respondidas e calejantes
do meu, evaporante e emancipador amor.
(D.Nll.)
Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento.
(Poema do filme Signo da Cidade)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
(João Guimarães Rosa, museu da Língua Portuguesa, 31/08/10)
poemas e poesias nada mais são,
do que a concretização do abstrato da mente
e poder das palavras que nos vem
e sem voar, ficam presas na teia
dos pensamentos escritos e feitos
pra si, por si, sempre.
(D.Nll.)
Enquanto fortalece-se a ilusão, a dor se concretiza e começa a fazer mais parte do meu verdadeiro ser, o outro afaga a tristeza, saudade e então amor!
(D.Nll.)
me excita, me assusta, me inspira, me intriga sem cessar.
Mas será o futuro?O meu próprio infinito e eternidade?
Sobreviveria minha sanidade e alma às dúvidas e às moléculas do céu fora do céu, escuridão nos fótons, silêncio no estrondoso Sol?
Talvez dára a mim, o tempo, respostas, ou apenas me atormentará com mais massacrantes e perpétuas dúvidas.
Ajude-me ó, ajude-me prótons e nêutrons!
(D.Nll.)