De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cal de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!
(Augusto dos Anjos)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Poema de sete faces
[...]
Porém meus olhos
não perguntam nada.
[...]
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
(Carlos Drummond de Andrade).
Porém meus olhos
não perguntam nada.
[...]
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
(Carlos Drummond de Andrade).
Amar
Enquanto fortalece-se a ilusão, a dor se concretiza e começa a fazer mais parte do meu verdadeiro ser, o outro afaga a tristeza, saudade e então amor!
(D.Nll.)
(D.Nll.)
domingo, 22 de agosto de 2010
Mentalidade
Mente,
sinapses e receptores, descargas elétricas,
o verdadeiro Caos até cientificamente, na matéria.
O verdadeiro e sincero Caos infinito.
(D.Nll.)
sinapses e receptores, descargas elétricas,
o verdadeiro Caos até cientificamente, na matéria.
O verdadeiro e sincero Caos infinito.
(D.Nll.)
Eu, meu, eu.
O universo é como um catalisador pra mim,
me excita, me assusta, me inspira, me intriga sem cessar.
Mas será o futuro?O meu próprio infinito e eternidade?
Sobreviveria minha sanidade e alma às dúvidas e às moléculas do céu fora do céu, escuridão nos fótons, silêncio no estrondoso Sol?
Talvez dára a mim, o tempo, respostas, ou apenas me atormentará com mais massacrantes e perpétuas dúvidas.
Ajude-me ó, ajude-me prótons e nêutrons!
(D.Nll.)
me excita, me assusta, me inspira, me intriga sem cessar.
Mas será o futuro?O meu próprio infinito e eternidade?
Sobreviveria minha sanidade e alma às dúvidas e às moléculas do céu fora do céu, escuridão nos fótons, silêncio no estrondoso Sol?
Talvez dára a mim, o tempo, respostas, ou apenas me atormentará com mais massacrantes e perpétuas dúvidas.
Ajude-me ó, ajude-me prótons e nêutrons!
(D.Nll.)
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